A arte de ouvir com o coração
Escutar é diferente do simples ato de ouvir. Ouvir é o uso puro e simples do sentido da audição. Escutar é processar o que se está escutando.
10/31/20242 min read


A arte de escutar
Escutar é diferente do simples ato de ouvir. Ouvir é o uso puro e simples do sentido da audição. Escutar é processar o que se está escutando, dar um significado e fazer um esforço para tentar compreender, e até mesmo se sentir no lugar do outro, a partir daquilo que está sendo compartilhado. Nesse sentido, o silêncio às vezes diz muito mais que as palavras, e por isso é importante saber utilizá-lo.
Deus, em sua infinita sabedoria, nos fez possuidores de uma só boca e dois ouvidos, querendo com isso que utilizássemos em dobro nossa capacidade de ouvir e pela metade nossa capacidade de falar.
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…”, “eu acho…”, “eu faria isso…”, “eu também... "
E você, tem ouvido ou escutado seu filho?
Como dar liberdade e manter nossos filhos seguros. Para mim, isso tem muito a ver com a questão: quando devemos impor x quando podemos negociar? E para esclarecer essa dúvida deixo algumas dicas:
Precisamos encontrar um critério de avaliação para responder essas perguntas:
1. Um critério muito utilizado pelos pais é: coloca a vida em risco? Impomos o que é mais seguro. Seja não ir a algum lugar ou não ir como deseja. Por exemplo, dirigindo para os maiores de 18 anos.
Não o (a) coloca em risco. Negociamos. Por exemplo, a nova escola.
2. A decisão pode não ter a ver com o risco de vida mas sim, com o futuro:
Ele (a) quer desistir de fazer faculdade. Se acreditamos que isso vai prejudicar o seu futuro, impomos.
Se ele (a) quer mudar de faculdade ou de curso, negociamos.
3. A questão é moral, sobre o que é certo ou errado.
Seu filho (a) quer usar um documento falso (RG) para conseguir entrar numa festa e você teve conhecimento. Impomos o que é certo.
Ele (a) quer ir para uma festa que não tem idade, mas está próximo e que você não vê grandes problemas, como um show para maiores de 16 anos. Censura estipulada por causa do palavreado das músicas e não por uma questão de segurança. Negocia horário, companhia, etc.
Você sabe qual o maior problema dessa conversa?
Quando estamos magoados, tudo o que o outro fala ou faz toma proporções exageradas. Isso faz sentido para você? Vou levantar algumas questões e gostaria que você pensasse quais delas acontecem na sua casa:
1. Você tem conseguido conversar com seu filho (a) sem gerar atrito?
2. Ele (a) escuta o que você fala?
3. Ele (a) tem espaço para expôr as idéias dele (a)?
4. Ele (a) é escutado quando fala?
5. O que um fala é o mesmo que o outro escuta?
6. Vocês conversam sobre os sonhos de cada um?
Se você respondeu NÃO a mais de duas perguntas, você está com um problema de relacionamento.
Você quer uma boa notícia?
Sempre podemos resgatar o vínculo que existe entre pais e filhos, basta tomar a atitude de buscar ajuda profissional para conquistar o tipo de relação que você deseja ter.
Se você se identificou com essas dificuldades de relacionamento, não perca tempo, procure ajuda.
Benefícios ao fazer terapia
Autoconhecimento
Autodesenvolvimento
Solucionar conflitos
Potencializar acertos
Minimizar deficiências
